segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O ROUBO CÔNICO.



Não era de hoje que eu e minha amiga Camila estávamos desejando-o. Ficávamos loucas quando a menina o levava no cursinho pré vestibular que freqüentamos todas as noites. Tá certo que íamos para estudar, mas quando a tal menina levava o bendito era definitivamente impossível!
Passávamos as aulas pensando em uma maneira de roubar aquele saco de cones de chocolate que ficava dentro da bolsa da menina. Não agüentávamos mais ter que pagar dois reais por aquele um minuto de prazer, não agüentávamos mais pegar fiado e ter que agüentar aquela cara da menina de “ não vão me pagar logo não?”. Gente, o cone está muito caro, com dois reais dá para eu comprar dois salgadinhos de cebola e ficar super satisfeita. Ah não, essa humilhação teria que acabar!
Eu e a Cam, sonhávamos com o dia em que a menina ficasse de bobeira e distraída esquecesse o saco de cones na sala vazia. É, esse dia chegou minha gente.Era agora ou nunca, tentamos lutar contra isso, afinal, nosso caráter estava em jogo, mas quando demos conta, já estávamos no banheiro da escola, trancadas em uma das divisões e dividindo os doze cones: seis para cada!
Nossa, agora era só alegria! Melhor do que o sabor dos cones, era comer cada cone sem miséria, sem comer devagar para preservar com medo de acabar rápido. Na primeira mordida já ia metade do cone, comíamos sem dó, também, com tanta fartura à nossa volta.
Comemos rápido para não levantar suspeita. Mal chegávamos ao fim do último cone e já estávamos voltando para a sala de aula.
Chegamos. Todos nos olhando. A coordenadora, em pé, olhando para a gente com uma expressão enfurecida e ao mesmo tempo decepcionada nos perguntou:
- Meninas, estão acusando vocês de terem roubado a sacola de cones da “pobre comerciante”. Isso é verdade?
Desesperadas e com restos de chocolate cônico ainda presentes em grande escala em nossas bocas gritávamos negando:
- É MENTIRAAAA! Que absurdo! Que sala sem noção! É mentira! “Seus
bando” de ignorantes ridículos!
E por mais que falávamos ninguém acreditava. E quanto mais falávamos, menos acreditavam.
E até hoje eu não sei porque...

Um comentário:

Janine Ramos e C. Cury disse...

ioahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhnknkgnkfgnnkgnkgfnkgfnngkngok54l54l45,lmml45mk65km6mkl5mklmgmlhh/hg;hghg;çl65knm5oijojifdjofdsojsdfjof


EU AMO VC NINESSSSSS